quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Governo lança passe escolar sub-23

O Governo assinalou, no passado dia 1 de Setembro, o lançamento do passe escolar sub23superior.tp destinado aos estudantes do Ensino Superior, público ou privado, até aos 23 anos e que corresponde a uma redução de 50 por cento no uso regular do transporte público nas deslocações casa-escola, numa cerimónia que contou com a presença da Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, do Secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, Eduardo Cabrita, e do Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

Este novo passe, anunciado pelo Primeiro-Ministro, na Assembleia da República, no passado dia 24 de Junho, durante o Debate sobre o Estado da Nação, poderá ser utilizado a partir de dia 1 de Setembro, nas redes dos operadores públicos e privados e nos transportes de iniciativa municipal que adiram ao sistema.

De características semelhantes às do passe 4_18escola.tp, já instituído, este novo passe constitui um alargamento aos estudantes do ensino superior do benefício concedido por aquele passe escolar que visa, de igual forma, a promoção da utilização do transporte público e o apoio às famílias numa das suas necessidades básicas – a mobilidade.

O passe sub23superior.tp é mensal, sendo válido em qualquer mês do ano, com início no primeiro mês do ano lectivo a que respeita.

O suporte físico do passe, o cartão sub23superior.tp, cujo preço também beneficia de um desconto de 50 por cento, é válido por 4 anos, não podendo, contudo, a sua validade ultrapassar o último dia do mês em que o titular perfaça 24 anos de idade. No entanto caso o estudante já possua cartão de transporte, válido para o operador onde requisita o cartão sub23superior.tp, esse cartão é trocado gratuitamente visando alteração do perfil do utilizador.

O cartão é requisitado junto dos operadores de transporte, os quais só poderão aceitar a sua requisição mediante entrega de declaração a emitir pelo estabelecimento de ensino superior onde o aluno esteja inscrito. Nos anos lectivos subsequentes ao da emissão do cartão, o aluno deve fazer prova do direito ao mesmo através de entrega de declaração idêntica à referida anteriormente.

O passe será válido em mais de 120 operadores de transportes a nível nacional, a que acrescem os transportes de iniciativa municipal que a ele adiram.
Estima-se que cerca de 200 mil alunos do ensino superior poderão beneficiar desta medida.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A importância do pequeno-almoço...no Sucesso Escolar

Ainda hoje me lembro de uma frase que uma professora minha disse numa aula: "Criança com fome não aprende"! Pois bem, sabia que uma elevada percentagem de crianças têm um rendimento escolar inferior porque não toma um pequeno-almoço adequado? Estudantes em jejum ou que tenham tomado um pequeno-almoço insuficiente mostram-se agitados, desatentos, irritados, evidenciando comportamentos desajustados e inadequados para uma aprendizagem com sucesso. Saltar por cima do pequeno-almoço pode conduzir, entre outras, a: dificuldade em pensar, dificuldade em compreender, dificuldade em aprender, dificuldade em relacionar-se, confusão mental e perda de raciocínio lógico.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Escola Móvel - Ensino à Distância

A Escola Móvel é um projecto de ensino a distância, com recurso a uma plataforma tecnológica de apoio à aprendizagem. Teve início em 2005/2006 com alunos do 3º ciclo do Ensino Básico, filhos de profissionais itinerantes, e tinha como objectivo dar resposta às necessidades específicas desta comunidade em termos de educação de base. O Plano Curricular da Escola Móvel começou por ser constituído pelas disciplinas que compõem o Currículo Nacional do 3º Ciclo Ensino Básico, à excepção da Educação Física.

O Projecto Educativo da Escola Móvel tem em consideração as características da população escolar e as necessidades e expectativas muito específicas destes alunos e das suas famílias. Este projecto pretende aprofundar formas consistentes de relação entre os planos curriculares e a especificidade do grupo de alunos, pela reestruturação da matriz curricular com a implementação de um Percurso Curricular Alternativo, assente numa forte componente da área artística, que decorre das características dos alunos.

O sucesso dos alunos da Escola Móvel traduz-se na conclusão da escolaridade obrigatória e na possibilidade de continuar estudos, nomeadamente pela frequência de cursos profissionais.
O Projecto Curricular da Escola Móvel pretende ser um instrumento de gestão curricular facilitador da introdução de dinâmicas de mudança, que propiciem a realização de aprendizagens numa perspectivade escola de sucesso para todos, respeitando o desenvolvimento das competências essenciais, preconizadas no Currículo Nacional do Ensino Básico.

No ano lectivo 2007/2008, a Escola Móvel alarga-se a outros públicos, abrangendo para além dos filhos dos profissionais itinerantes, jovens da Ajuda de Mãe e alunos com mais de 15 anos que, por motivos diversos, não concluíram a escolaridade obrigatória.

Numa Sociedade de Informação onde é possível a criação de novas estratégias e de novos modelos de ensinar e aprender, a Escola Móvel surge como uma resposta possível que assenta nas vantagens da utilização das tecnologias da informação e comunicação, assumindo-se como uma escola aberta capaz de se adaptar às características de cada público.
Para mais informações:
Portaria n.º 835/2009, de 31 de Julho - Cria a Escola Móvel, na dependência orgânica da Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Das Férias

(...) Aconteça o que acontecer, a ideia de férias continua a ser explêndida. Os anos passam, as férias repetem-se, e a maioria de nós continua a experimentar aquela excitação miudinha, aquele arrepio benévolo de que qualquer coisa saborosa está para acontecer. Claro que a ideia de férias e as férias propriamente ditas, há sempre uma distância, às vezes uma enorme distância.
Mas basta sair da rotina, não ter de acordar àquelas horas, não ter de cumprir horários impostos pelo exterior, para a primeira mais-valia das férias já estar a acontecer.
Vamos de férias para nos distanciarmos do nosso quotidiano, para significar o tempo de outra maneira, para pontuarmos o nosso estilo de vida de acontecimentos e sensações diferentes. As férias, ao deixarem um lastro de memórias simpáticas, permitem-nos manter um reduto que serve de recurso para irmos usando quando as dificuldades apertam e quando o dia-a-dia fica insuportável. Permitem-nos ir revisitando o que aconteceu, imaginando o que irá acontecer, compondo histórias cada vez mais retocadas que contamos aos amigos, partilhamos com conhecidos e ilustramos com dúzias de fotografias. (...)"

Por Isabel Leal, Psicóloga Clínica In noticiasmagazine de 12 de Julho de 2009

sexta-feira, 24 de julho de 2009

REGRAS DE SEGURANÇA NA PRAIA








"Há mar e mar, há ir e voltar!"






O tempo está quente e apetece ar livre! Sabe bem passear nas ruas, parques, praias e campos, aproveitando o dia e o bom tempo! Mas...como passar um dia sem preocupações na praia com os seus filhos?
Para umas férias seguras na praia, há algumas regras básicas de segurança que devem ser respeitadas:

  • Frequente praias vigiadas e respeite as bandeirasUma das formas de evitar acidentes passa pela escolha de uma praia vigiada, onde exista o pessoal e material de salvamento necessários para qualquer emergência. Porém, mesmo que a escolha recaia numa praia vigiada, é essencial respeitar as bandeiras de sinalização do estado do mar:
    a) Bandeira Verde - Pode tomar banho e nadar com segurança
    b) Bandeira Amarela - Pode tomar banho, mas não nadar ou perder pé, tome precauções, esteja atento às indicações dos nadadores salvadores
    c)Bandeira Vermelha - proibido tomar banho ou entrar na água
    d) Bandeira Axadrezada - zona temporariamente sem vigilância por parte dos meios de salvamento


  • Respeite as instruções dos nadadores-salvadores. Os nadadores-salvadores existem exclusivamente para proteger os banhistas. Respeite os seus conselhos, eles conhecem todos os perigos do meio aquático!


  • Depois das refeições, espere três horas antes de tomar banho. Dependendo da quantidade e do tipo de alimentos ingeridos, o tempo de digestão pode alongar-se, mas raramente é inferior. Durante essas três horas, o sangue flui com grande intensidade para os órgãos encarregues da digestão, fazendo subir a sua temperatura e aumentando o perigo de uma congestão devido ao contacto com a água mais fria.


  • Evite a ingestão de bebidas alcoólicas pois retardam a digestão. Ao invés, beba muita água e coma apenas fruta.


  • Não entre de rompante na água após longos períodos de exposição ao sol pois isso pode provocar um choque térmico e até a morte instantânea. A melhor forma de entrar na água depois de uma exposição solar prolongada é começar por molhar-se lentamente de baixo para cima,de forma a estabilizar a temperatura do corpo.


  • Nade paralelamente à costa e, de preferência, faça-o acompanhado. Caso contrário, avise quando for tomar banho.


Lembre-se que as crianças são as primeiras vítimas do calor e do sol. Podem rapidamente desidratar e sofrer uma insolação, o que se traduz por vómitos e dores de cabeça. Por isso, é fundamental:

  • levar uma geleira com garrafas de água, e dar de beber às crianças várias vezes;
    usar boné e ir molhando o cabelo de vez em quando, para melhor protecção;
    aplicar creme de protecção solar regularmente ao longo do dia;ter especial atenção aos sinais da pele e vigiar a sua evolução.


  • protejer os olhos das crianças com óculos de sol adaptados ao seu tamanho;
    levar guarda-sol mas atenção que este não protege integralmente, apenas diminui a intensidade das radiações solares;


  • não estar muitas horas seguidas ao sol e evitá-lo no período entre as 11 e as 16 horas;
    equipar as crianças mais pequenas com braçadeiras.


Depois de um dia bem passado, é hora de regresso a casa mas atenção!! Não deixe o seu lixo na praia!!


No entanto, e como o Verão pede frescura, para além das praias, também temos as piscinas onde nos podemos igualmente refrescar! Vamos então conhecer quais as condições para brincar na piscina em segurança:
  • Evita mergulhar de cabeça para a piscina e só o faças depois dos teus pais confirmarem se a piscina tem altura suficiente de água.


  • Diverte-te, mas sem mergulhares para cima de outras pessoas e nunca brinques a manter debaixo de água outras crianças.


  • Nunca corras ao pé da piscina nem atires ninguém à água.

Outras Regras de Segurança a seguir no Praia/Campo ou Colónia de férias

  • Prevenir sempre os pais das crianças, de qual vai ser o tipo de actividade a ser desenvolvida em cada dia e qual o tipo de organização de segurança prevista.


  • Os monitores devem conhecer as capacidades de natação de cada criança.


  • As crianças deve ser organizadas em pequenos grupos, para facilitar a vigilância, com um monitor responsável em cada um deles.


  • O coordenador da actividade deve informar os monitores das suas responsabilidades.


  • Uma vez na praia, deve ser combinado um local de reunião ou ponto de encontro com as crianças, em caso de emergência. O monitor deve certificar-se que todas as crianças o conhecem.


  • Assegurem-se de que as crianças sabem o que têm a fazer caso se percam.
    A utilização da mesma cor de roupa facilita muito a identificação de todo o grupo.
    Combinem um sinal sonoro, facilmente reconhecível, que permita ao grupo reunir-se de imediato.


  • Fazer regularmente a contagem das crianças, para verificar se nenhuma se perdeu.


  • Dentro de água, assegurem-se que as crianças estão próximas.


  • As crianças mais novas e as que não sabem nadar devem usar braçadeiras. Porém o facto de usarem este equipamento não implica negligenciar a vigilância.


  • Cada criança deve ter uma ficha clínica de registo de eventuais problemas de saúde, alergias e contacto do médico pediatra.


  • As crianças devem estar sempre identificadas,para, caso se percam rapidamente serem localizadas.
Para os pais
Asseguem-se que os monitores têm conhecimentos de primeiros socorros e que têm forma de contacto telefónico rápido em caso de emergência.
Os pais devem dar conhecimento ao coordenador das actividades de algum problema de saúde das crianças, ou outra situação específica.
Atenção à forma como são transportadas as crianças: verifiquem se são cumpridas as normas relativas ao transporte público de crianças e se é respeitada a lotação do autocarro.

E é tudo. BOAS FÉRIAS!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Fiscalização

"Um dia, o Zé, de 7 anos, foi nomeado pela professora, como prémio por ter tido as melhores notas na redacção e no ditado, para "fiscal" dos outros meninos, apontando no quadro os nomes dos que falavam ou se "portavam mal".
Os outros começaram a tomá-lo de ponta, especialmente porque um deles, o Bruno, foi "fichado" apenas por espirrar. Gerou-se uma discussão entre os alunos daquele segundo ano: "Falaste!", "Não falei, mentiroso, só espirrei!", acabando a professora por intervir e dar razão ao Zé. No intervalo, três miúdos cercaram-no e quase chegaram a vias de facto.
Infelizmente, muitos professores são os geradores de promiscuidade entre o papel dos alunos e o dos mestres. Fiscalizar os colegas em questões de comportamento, além do que tem de arbitrário, duvidoso e desconfortável para o próprio e para os outros, é não saber onde acaba a função do que ensina e a do que aprende, e inverter a posição hierárquica do docente e do discente, servindo também para criar "bufos". Mais tarde, virão as conhecidas histórias de telemóveis e coisas parecidas..."
Por Mário Cordeiro - Médico Pediatra In noticiasmagazine de 28 de Junho de 2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Escolaridade Obrigatória

"Parece que há uma proposta do governo no sentido de que a escolaridadde obrigatória passe para 12 anos, a muito breve prazo.
Em princípio, não tenho, nem poderia ter, nada a opor, embora não possa deixar de achar curiosa a iniciativa (como sabem, designamos por curiosidade uma extensa gama de fenómenos que não percebemos).
A questão da concordância de princípio é facilmente explicada: acredito que o acesso à escola, se não é panaceia universal de todos os males, é, pelo menos, uma possibilidade de diferenciação dos indivíduos, de aquisição de conhecimentos e de socialização. Por essa via, qualquer formato de escolaridade que possa dotar os jovens de mais recursos pessoais ou profissionais que os ajudem a enfrentar de forma mais plástica o mundo em que vivemos, parece uma boa ideia.
De caminho, retirar do desemprego quase 60 mil jovens entre os 16 e os 18 anos e dar emprego a mais uns milhares de professores e outro pessoal auxiliar, nos tempos que correm, parece uma opção esperta e um envestimento mais interessante que as habituais estradas, rotundas e aeroportos.
O considerando sobre a curiosidade vem de outros lados. Temos taxas de insucesso e abandono escolar preocupante a todos os níveis. Temos um ensino pré-escolar atabalhoado e insuficiente. Temos uma rede de infantários e creches públicas de bradar aos céus. Temos um ensino primário e secundário, em média, ainda pobre, ainda pejado de problemas e contratempos. Temos um ensino universitário acabadinho de ser encurtado, significativamente, com a consequência clara de ser levado a sério e cumprido à letra e, nesse sentido, estar praticamente vedado a estudantes-trabalhadores, ou ser atamancado para poder ser acessivel a todos os que, legitimamente, aspiram a concluí-lo.
Temos uma ferida aberta, e ainda longe de sarar, entre professores de todos os graus de ensino e as respectivas tutelas.
Temos, indiscutivelmente, um longo caminho a percorrer no processo educativo que já existe, para o tornar eficiente e útil para todos os intervenientes.
Ainda assim, antes de arrumarmos a casa, lançamo-nos a mais empreendimentos.
Curajoso, mas muito curioso!"
Artigo da revista CARAS de 9 de Maio, por Isabel Leal, professora de Psicologia.