segunda-feira, 11 de abril de 2011

INSTITUTO DE APOIO À CRIANÇA

INSTITUTO DE APOIO À CRIANÇA
Dislexia

Dislexia é uma incapacidade específica de aprendizagem, de origem neurobiológica. É caracterizada por dificuldades na correção e/ou fluência na leitura de palavras e por baixa competência leitora e ortográfica. A ASPL recomenda a leitura do boletim InfoCEDI do Instituto de Apoio à Criança - Indocedi nº 32 - As crianças e a dislexia: http://www.iacrianca.pt/images/stories/pdfs/infocedi/infocedi_32_dislexia_.pdf.

Estas dificuldades resultam de um défice fonológico, inesperado, em relação às outras capacidades cognitivas e às condições educativas. Secundariamente podem surgir dificuldades de compreensão leitora, experiência de leitura reduzida que pode impedir o desenvolvimento do vocabulário e dos conhecimentos gerais».

Esta definição de dislexia, adotada em 2003 pela Associação Internacional de Dislexia (http://www.interdys.org/) é atualmente aceite pela grande maioria da comunidade científica.

As crianças com dislexia revelam muitas dificuldades em adquirir e desenvolver o mecanismo da leitura e da escrita. Apresentam uma leitura muito lenta, com diversas incorreções, erros e trocas de letras e sílabas, e dificuldades na compreensão da informação lida. A sua escrita surge com muitos erros ortográficos, as frases e os textos que escreve são confusos em termos de conteúdo, com pouca riqueza no vocabulário, podendo a qualidade da sua letra ser igualmente má e irregular.

Apesar destas dificuldades, as crianças disléxicas apresentam uma capacidade intelectual normal ou superior à média, podendo evidenciar capacidades acima da média em áreas que não dependam diretamente da leitura e escrita (arte, desporto, música, etc.)'.

Segundo o Portal da Dislexia (http://www.dislexia-pt.com/), a dislexia caracteriza-se por uma dificuldade na aprendizagem e automatização das competências de leitura e escrita, em crianças inteligentes, sendo a sua origem neurobiológica.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Ter ou Ser? Liberte-se de valores materiais

"Sentimo-nos obrigados a viver tensos, priorizando a quantidade de tudo: informações, dinheiro, etc. "Tempo é dinheiro", aprendemos a ouvir desde a nossa infância.

Acordamos a pensar na hora de dormir e dormimos a pensar no momento de acordar. Vivemos exaustos, exasperados, desanimados. A depressão tornou-se "coqueluche" da humanidade, a moda actual.

Corremos para não perdermos os compromissos, estamos sempre com a sensação de estarmos atrasados. Ao corrermos não vemos o que está à nossa volta. Corremos demais, comemos demais, falamos demais, pensamos depressa demais, queremos demais e vivemos menos, sentimos menos, amamos menos.

Não temos tempo, não queremos esforçar-nos muito, ou conseguimos tudo o que queremos sob o plano material e pensamos que somos afortunados, ou não conseguimos e vivemos uma vida de insatisfação sem nos apercebermos que estamos vivos, vitimizando-nos, lamuriando-nos e "arrastando-nos" pela vida fora, sem nos apercebermos da riqueza imensa que está ao nosso alcance, o nosso desenvolvimento como pessoas, o nosso aprefeiçoamento humano.
Valores como família, respeito, ajuda, partilha, amizade, sinceridade, humildade, disponibilidade, já não existem no nosso vocabulário, ou porque não nos foram transmitidos ou porque, simplesmente, achamos que não temos "lugar" para eles.
Procuramos desenfreadamente a felicidade associando-a a bens materiais. Colocamos a ênfase na riqueza exterior, nos bens que apresentamos e ostentamos e que procuramos que marquem a nossa posição de superioridade.
Tendemos a fundamentar as nossas atitudes em crenças que nos afastam da natureza do ser humano e nos impelem para uma permanente situação de guerrilha com tudo e com todos, onde alguém terá de sair vencedor e dominar tudo e todos se quiser ser feliz.
Compramos besn materiais ao invés de investirmos no nosso crescimento pessoal. Tão diferente seria se percebêssemos a valorizarmo-nos mais a nós e aos outros. O tempo passa e nem nos apercebemos do potencial fantástico que temos em mãos: A verdadeira essência do nosso Eu! Só com ela e através dela podemos investir em valores efémeros que nos diferenciam dos demais e contribuem para o nosso crescimento, bem-estar e plenitude: a família, o amor, a amizade, a persistência, o respeito, a humildade, a sinceridade, a partilha e a solidariedade."
Por Teresa Sousa* Psicóloga/ Consultora/ Formadora na Área Comportamental e de Recursos Humanos. In Revista Zen Dezembro 2009

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Workshop de Melhoria Contínua - Adultos com Adelino Cunha

Os Encontros de Melhoria Contínua do Clube I Have the Power são encontros periódicos na área da melhoria contínua rumo à Excelência Pessoal, onde todos aprendem e praticam, mensalmente, como melhorar.

TEMA: Transformação das Emoções
Local: Hotel Tivoli ****
Rua João Machado, 4/5
3000-226 Coimbra, Portugal
GPS: N 40º 12' 51,13'' , W 8º 25' 59,24''

Data: 30 de Novembro

Programa
21h30- 23h30 - Palestra com ADELINO CUNHA + Workshop
Preço – 20€/ pessoa

Mais de 20000 Pessoas já escutaram e aprenderam com Adelino Cunha, em vários países.
7000 Pessoas escutaram-no no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, em 2008.
Clientes de vários países, em videoconferência ou presencialmente, pagam-lhe sessões individuais de Coaching para poderem melhorar a sua vida pessoal e profissional.
Agora chegou a sua vez, de poder aprender, directamente, o que fazer para começar um novo rumo na sua vida e se colocar ao nível dos melhores.
Autor de 3 livros sobre como Triunfar, criador do maior programa áudio de formação contínua em Excelência Pessoal, em português, orador motivacional e Coach de Treinadores de Futebol da 1ª Liga, jogadores, empresários, estudantes e jovens.

INSCREVA-SE E PARTICIPE. VAI ADORAR CONHECER PESSOAS FANTÁSTICAS QUE SE INTERESSAM PELA EXCELÊNCIA PESSOAL E PELA SUA MELHORIA CONTÍNUA!
Inscrições:
Mails: info@educoach.pt / sofiaribeiroeducoach@gmail.com
Telefones: 239723071 / 9689202230
Site: www.ihavethepower.net

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Empresas perdem mil milhões por ano devido a conflitos

Minam a produtividade, estragam o ambiente laboral e desmotivam trabalhadores. Os conflitos internos custam, pelo menos, mil milhões de euros por ano às empresas, o mesmo que foi investido na construção da Ponte Vasco da Gama.
Segundo as contas feitas pela consultora Convirgente, especializada na gestão e resolução de conflitos, em média os portugueses gastam 1,58 horas por semana a ouvir os desabafos dos colegas, a discutir ou a intervir como mediadores numa discussão. Ao final de um ano, perdem-se 270 milhões de horas de trabalho.
As conclusões do estudo, feito com base nas respostas de 933 pessoas inquiridas pela Netsonda no início deste mês, mostram ainda que 15 por cento dos conflitos nunca são resolvidos. E 27 por cento dos trabalhadores que são confrontados com problemas de forma frequente admitem estar "emocionalmente esgotados e insatisfeitos no trabalho", logo, "improdutivos".
François Bogacz, presidente executivo da empresa e ex-quadro da Microsoft, acredita que os resultados pecam por defeito, nomeadamente, porque no cálculo do número de horas gastas não foram consideradas as respostas dos 39 por cento de inquiridos que dedicam menos de uma hora por semana a discutir. Ou seja, as empresas gastarão mais do que mil milhões de euros por ano com os conflitos internos.
Portugal não está mal posicionado no retrato global: despende menos tempo com discussões do que o Reino Unido, a França ou a Alemanha, onde cada trabalhador dedica mais de três horas semanais a confrontar colegas ou chefes. Ainda assim, François Bogacz diz que esta é uma conclusão optimista. "Estaremos mais ao nível do Reino Unido e França", garante o responsável pela Convirgente, que hoje promove um debate sobre o tema na Universidade Católica.
Não há empresa que escape ao confronto entre trabalhadores. E tudo é fonte de problemas. Da incompatibilidade de personalidades (o factor mais apontado) ao choque de valores (motivo de conflito para 17 por cento dos inquiridos). Mais do que a média internacional, os trabalhadores entram em confronto porque há uma indefinição incorrecta de responsabilidades, porque há muito trabalho para escassos recursos humanos, devido ao stress ou por falta de honestidade e frontalidade. "No resto do mundo, a visão do conflito não é tão emocional", analisa François Bogacz.
Apesar de ser visto quase sempre como "negativo e doloroso", o confronto nas empresas tem poucas consequências negativas. Os portugueses preferem não insultar ou fazer ataques pessoais, apresentar a demissão ou faltar ao trabalho. "O abandono da empresa ou o despedimento, consequências que só podem resultar de um conflito aberto, são menos frequentes do que nos outros países", aponta o estudo. Há mais impactos na concretização de projectos - 17 por cento admitem não ter cumprido uma determinada tarefa devido a conflitos - e na mudança de pessoas entre departamentos ou direcções.O impacto emocional é considerável.
Os conflitos nas empresas provocam desmotivação, frustação, stresse nervosismo para a maior parte dos trabalhadores.
Em países como a Alemanha, Irlanda, Estados Unidos ou França, a discussão também é encarada como uma oportunidade de afirmação, ou mesmo algo que "apimenta"a vida profissional.As consequências também podem ser positivas. A maioria dos trabalhadores portugueses diz que, com a resolução do problema, há uma melhoria das relações de trabalho (29 por cento).
Ainda assim, 24 por cento referem que "nunca houve consequências positivas"."Em geral, o conflito não é enfrentado e há um risco elevado de repetição. As pessoas têm dificuldade em exprimir as emoções no trabalho, fruto de uma escola de gestão que foi prática durante muito tempo", diz Bogacz

terça-feira, 13 de outubro de 2009

PIB vs FIB - Imagine um mundo cuja economia fosse medida pela felicidade dos seus cidadãos


Como pode dizer-se que a economia vai bem ainda que o povo vá mal?

Nicolas Sarkozy, o presidente francês, encomendou a Joseph Stiglitz, prémio Nobel da Economia, um estudo sobre um novo indicador que tenha em conta o bem-estar e a felicidade para, eventualmente, substituir o PIB (Produto Interno Bruto). Considerar apenas a produção de bens e serviços no cálculo da riqueza de um país, como acontece com o PIB condiciona os comportamentos político, social e individual.

Joseph Stigliz, o indiano Amartya Sen - criador do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), utilizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - e Jean-Paul Fitoussi, presidente do Observatório Francês de Conjuntura Econômica, defendem uma idéia simples: integrar indicadores sociais como bem-estar e a qualidade de vida no cálculo da riqueza das nações. "O PIB não está errado", diz Stiglitz, "mas é utilizado de forma errada". No cálculo actual do PIB, mede-se uma série de variáveis que não geram bem-estar. Para deixar claro o conceito, Stiglitz dá como exemplo o facto de que “os congestionamentos de trânsito podem aumentar o PIB, já que elevam o consumo de gasolina, mas não o bem-estar das pessoas, que se sentem entediadas sempre que são obrigadas a ficar paradas no trânsito”.

É preciso colocar o indivíduo no centro de qualquer análise. Se um líder político não conhece a situação real de sua população, ele é como um piloto sem bússola, e as medidas que ele toma podem ter o efeito contrário ao desejado. As estatísticas devem valorizar os investimentos em sectores como saúde, educação, segurança ou transporte através de um novo prisma. Actualmente, eles são contabilizados a partir do número de médicos, professores ou policiais contratados, e não do bem-estar proporcionado à população. O objectivo é destacar políticas públicas eficientes e não o gasto global. Stiglitz lembra que os Estados Unidos gastam 15% do PIB com saúde, um recorde mundial, mas que 45% dos americanos não têm nenhuma segurança social.

Com relação à qualidade de vida, não se deve limitá-la à contabilidade da dimensão material da riqueza; deve-se também medir as relações sociais, as férias, o tempo livre, o contexto político, a insegurança, que servirão para calcular a satisfação de cada indivíduo. Os recursos económicos não são tudo o que importa na vida das pessoas. A riqueza por si só não nos traz necessariamente bem-estar e é só umas das muitas variáveis a ter em conta na equação da felicidade.

Um país onde a felicidade vem antes da riqueza não é fácil de encontrar. Mas o Butão nunca encontrou indicador mais adequado aos seus valores e aspirações que medir a felicidade dos 200 mil habitantes. O conceito nasceu no país, mas o país que lidera o top dos mais felizes do mundo é a Islândia, seguida pela Dinamarca e Colômbia.

Parece que estamos perante uma mudança de paradigma...Bem-Haja!!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Workshop de Melhoria Contínua – Adultos Com Adelino Cunha em Coimbra

Os Encontros de Melhoria Contínua do Clube I Have the Power são encontros periódicos na área da melhoria contínua rumo à Excelência Pessoal, onde todos aprendem e praticam, mensalmente, como melhorar.

TEMA: COMO DESCOBRIR O QUE É APAIXONANTE PARA A SUA VIDA
Local: Hotel Tivoli Coimbra ****
Rua João Machado, 4/53000-226 Coimbra, Portugal
Data: 13 de Outubro
Programa: 21h00 - 23h00 - Palestra com ADELINO CUNHA + Workshop
Preço - 20€/pessoa

Mais de 20000 Pessoas já escutaram e aprenderam com Adelino Cunha, em vários países.7000 Pessoas escutaram-no no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, em 2008. Clientes de vários países, em videoconferência ou presencialmente, pagam-lhe sessões individuais de Coaching para poderem melhorar a sua vida pessoal e profissional. Agora chegou a sua vez, de poder aprender, directamente, o que fazer para começar um novo rumo na sua vida e se colocar ao nível dos melhores.Autor de 3 livros sobre como Triunfar, criador do maior programa áudio de formação contínua em Excelência Pessoal, em português, orador motivacional e Coach de Treinadores de Futebol da 1ª Liga, jogadores, empresários, estudantes e jovens.
INSCREVA-SE E PARTICIPE. VAI ADORAR CONHECER PESSOAS FANTÁSTICAS QUE SE INTERESSAM PELA EXCELÊNCIA PESSOAL E PELA SUA MELHORIA CONTÍNUA!

Inscrições: sofiaribeiroeducoach@gmail.com Telemóvel:968920230
www.ihavethepower.net

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Novas regras de Educação Especial criticadas

O professor catedrático e especialista em Educação Especial Miranda Correia critica a nova forma de sinalizar estudantes com necessidades educativas especiais (NEE), considerando que exclui milhares de alunos que, no seu entender, deveriam ter aquele tipo de apoio. Entrou em vigor o ano passado o decreto-lei que reformou a Educação Especial em Portugal e definiu que os alunos com NEE passassem a ser sinalizados através da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), um sistema de classificação da Organização Mundial de Saúde que descreve, avalia e mede a saúde e o nível de incapacidade de uma pessoa. Para o docente da Universidade do Minho e responsável pelo Instituto de Estudos da Criança, este diploma, "desrespeita totalmente os direitos da maioria dos alunos com NEE significativas"

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Governo lança passe escolar sub-23

O Governo assinalou, no passado dia 1 de Setembro, o lançamento do passe escolar sub23superior.tp destinado aos estudantes do Ensino Superior, público ou privado, até aos 23 anos e que corresponde a uma redução de 50 por cento no uso regular do transporte público nas deslocações casa-escola, numa cerimónia que contou com a presença da Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, do Secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, Eduardo Cabrita, e do Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

Este novo passe, anunciado pelo Primeiro-Ministro, na Assembleia da República, no passado dia 24 de Junho, durante o Debate sobre o Estado da Nação, poderá ser utilizado a partir de dia 1 de Setembro, nas redes dos operadores públicos e privados e nos transportes de iniciativa municipal que adiram ao sistema.

De características semelhantes às do passe 4_18escola.tp, já instituído, este novo passe constitui um alargamento aos estudantes do ensino superior do benefício concedido por aquele passe escolar que visa, de igual forma, a promoção da utilização do transporte público e o apoio às famílias numa das suas necessidades básicas – a mobilidade.

O passe sub23superior.tp é mensal, sendo válido em qualquer mês do ano, com início no primeiro mês do ano lectivo a que respeita.

O suporte físico do passe, o cartão sub23superior.tp, cujo preço também beneficia de um desconto de 50 por cento, é válido por 4 anos, não podendo, contudo, a sua validade ultrapassar o último dia do mês em que o titular perfaça 24 anos de idade. No entanto caso o estudante já possua cartão de transporte, válido para o operador onde requisita o cartão sub23superior.tp, esse cartão é trocado gratuitamente visando alteração do perfil do utilizador.

O cartão é requisitado junto dos operadores de transporte, os quais só poderão aceitar a sua requisição mediante entrega de declaração a emitir pelo estabelecimento de ensino superior onde o aluno esteja inscrito. Nos anos lectivos subsequentes ao da emissão do cartão, o aluno deve fazer prova do direito ao mesmo através de entrega de declaração idêntica à referida anteriormente.

O passe será válido em mais de 120 operadores de transportes a nível nacional, a que acrescem os transportes de iniciativa municipal que a ele adiram.
Estima-se que cerca de 200 mil alunos do ensino superior poderão beneficiar desta medida.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A importância do pequeno-almoço...no Sucesso Escolar

Ainda hoje me lembro de uma frase que uma professora minha disse numa aula: "Criança com fome não aprende"! Pois bem, sabia que uma elevada percentagem de crianças têm um rendimento escolar inferior porque não toma um pequeno-almoço adequado? Estudantes em jejum ou que tenham tomado um pequeno-almoço insuficiente mostram-se agitados, desatentos, irritados, evidenciando comportamentos desajustados e inadequados para uma aprendizagem com sucesso. Saltar por cima do pequeno-almoço pode conduzir, entre outras, a: dificuldade em pensar, dificuldade em compreender, dificuldade em aprender, dificuldade em relacionar-se, confusão mental e perda de raciocínio lógico.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Escola Móvel - Ensino à Distância

A Escola Móvel é um projecto de ensino a distância, com recurso a uma plataforma tecnológica de apoio à aprendizagem. Teve início em 2005/2006 com alunos do 3º ciclo do Ensino Básico, filhos de profissionais itinerantes, e tinha como objectivo dar resposta às necessidades específicas desta comunidade em termos de educação de base. O Plano Curricular da Escola Móvel começou por ser constituído pelas disciplinas que compõem o Currículo Nacional do 3º Ciclo Ensino Básico, à excepção da Educação Física.

O Projecto Educativo da Escola Móvel tem em consideração as características da população escolar e as necessidades e expectativas muito específicas destes alunos e das suas famílias. Este projecto pretende aprofundar formas consistentes de relação entre os planos curriculares e a especificidade do grupo de alunos, pela reestruturação da matriz curricular com a implementação de um Percurso Curricular Alternativo, assente numa forte componente da área artística, que decorre das características dos alunos.

O sucesso dos alunos da Escola Móvel traduz-se na conclusão da escolaridade obrigatória e na possibilidade de continuar estudos, nomeadamente pela frequência de cursos profissionais.
O Projecto Curricular da Escola Móvel pretende ser um instrumento de gestão curricular facilitador da introdução de dinâmicas de mudança, que propiciem a realização de aprendizagens numa perspectivade escola de sucesso para todos, respeitando o desenvolvimento das competências essenciais, preconizadas no Currículo Nacional do Ensino Básico.

No ano lectivo 2007/2008, a Escola Móvel alarga-se a outros públicos, abrangendo para além dos filhos dos profissionais itinerantes, jovens da Ajuda de Mãe e alunos com mais de 15 anos que, por motivos diversos, não concluíram a escolaridade obrigatória.

Numa Sociedade de Informação onde é possível a criação de novas estratégias e de novos modelos de ensinar e aprender, a Escola Móvel surge como uma resposta possível que assenta nas vantagens da utilização das tecnologias da informação e comunicação, assumindo-se como uma escola aberta capaz de se adaptar às características de cada público.
Para mais informações:
Portaria n.º 835/2009, de 31 de Julho - Cria a Escola Móvel, na dependência orgânica da Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Das Férias

(...) Aconteça o que acontecer, a ideia de férias continua a ser explêndida. Os anos passam, as férias repetem-se, e a maioria de nós continua a experimentar aquela excitação miudinha, aquele arrepio benévolo de que qualquer coisa saborosa está para acontecer. Claro que a ideia de férias e as férias propriamente ditas, há sempre uma distância, às vezes uma enorme distância.
Mas basta sair da rotina, não ter de acordar àquelas horas, não ter de cumprir horários impostos pelo exterior, para a primeira mais-valia das férias já estar a acontecer.
Vamos de férias para nos distanciarmos do nosso quotidiano, para significar o tempo de outra maneira, para pontuarmos o nosso estilo de vida de acontecimentos e sensações diferentes. As férias, ao deixarem um lastro de memórias simpáticas, permitem-nos manter um reduto que serve de recurso para irmos usando quando as dificuldades apertam e quando o dia-a-dia fica insuportável. Permitem-nos ir revisitando o que aconteceu, imaginando o que irá acontecer, compondo histórias cada vez mais retocadas que contamos aos amigos, partilhamos com conhecidos e ilustramos com dúzias de fotografias. (...)"

Por Isabel Leal, Psicóloga Clínica In noticiasmagazine de 12 de Julho de 2009

sexta-feira, 24 de julho de 2009

REGRAS DE SEGURANÇA NA PRAIA








"Há mar e mar, há ir e voltar!"






O tempo está quente e apetece ar livre! Sabe bem passear nas ruas, parques, praias e campos, aproveitando o dia e o bom tempo! Mas...como passar um dia sem preocupações na praia com os seus filhos?
Para umas férias seguras na praia, há algumas regras básicas de segurança que devem ser respeitadas:

  • Frequente praias vigiadas e respeite as bandeirasUma das formas de evitar acidentes passa pela escolha de uma praia vigiada, onde exista o pessoal e material de salvamento necessários para qualquer emergência. Porém, mesmo que a escolha recaia numa praia vigiada, é essencial respeitar as bandeiras de sinalização do estado do mar:
    a) Bandeira Verde - Pode tomar banho e nadar com segurança
    b) Bandeira Amarela - Pode tomar banho, mas não nadar ou perder pé, tome precauções, esteja atento às indicações dos nadadores salvadores
    c)Bandeira Vermelha - proibido tomar banho ou entrar na água
    d) Bandeira Axadrezada - zona temporariamente sem vigilância por parte dos meios de salvamento


  • Respeite as instruções dos nadadores-salvadores. Os nadadores-salvadores existem exclusivamente para proteger os banhistas. Respeite os seus conselhos, eles conhecem todos os perigos do meio aquático!


  • Depois das refeições, espere três horas antes de tomar banho. Dependendo da quantidade e do tipo de alimentos ingeridos, o tempo de digestão pode alongar-se, mas raramente é inferior. Durante essas três horas, o sangue flui com grande intensidade para os órgãos encarregues da digestão, fazendo subir a sua temperatura e aumentando o perigo de uma congestão devido ao contacto com a água mais fria.


  • Evite a ingestão de bebidas alcoólicas pois retardam a digestão. Ao invés, beba muita água e coma apenas fruta.


  • Não entre de rompante na água após longos períodos de exposição ao sol pois isso pode provocar um choque térmico e até a morte instantânea. A melhor forma de entrar na água depois de uma exposição solar prolongada é começar por molhar-se lentamente de baixo para cima,de forma a estabilizar a temperatura do corpo.


  • Nade paralelamente à costa e, de preferência, faça-o acompanhado. Caso contrário, avise quando for tomar banho.


Lembre-se que as crianças são as primeiras vítimas do calor e do sol. Podem rapidamente desidratar e sofrer uma insolação, o que se traduz por vómitos e dores de cabeça. Por isso, é fundamental:

  • levar uma geleira com garrafas de água, e dar de beber às crianças várias vezes;
    usar boné e ir molhando o cabelo de vez em quando, para melhor protecção;
    aplicar creme de protecção solar regularmente ao longo do dia;ter especial atenção aos sinais da pele e vigiar a sua evolução.


  • protejer os olhos das crianças com óculos de sol adaptados ao seu tamanho;
    levar guarda-sol mas atenção que este não protege integralmente, apenas diminui a intensidade das radiações solares;


  • não estar muitas horas seguidas ao sol e evitá-lo no período entre as 11 e as 16 horas;
    equipar as crianças mais pequenas com braçadeiras.


Depois de um dia bem passado, é hora de regresso a casa mas atenção!! Não deixe o seu lixo na praia!!


No entanto, e como o Verão pede frescura, para além das praias, também temos as piscinas onde nos podemos igualmente refrescar! Vamos então conhecer quais as condições para brincar na piscina em segurança:
  • Evita mergulhar de cabeça para a piscina e só o faças depois dos teus pais confirmarem se a piscina tem altura suficiente de água.


  • Diverte-te, mas sem mergulhares para cima de outras pessoas e nunca brinques a manter debaixo de água outras crianças.


  • Nunca corras ao pé da piscina nem atires ninguém à água.

Outras Regras de Segurança a seguir no Praia/Campo ou Colónia de férias

  • Prevenir sempre os pais das crianças, de qual vai ser o tipo de actividade a ser desenvolvida em cada dia e qual o tipo de organização de segurança prevista.


  • Os monitores devem conhecer as capacidades de natação de cada criança.


  • As crianças deve ser organizadas em pequenos grupos, para facilitar a vigilância, com um monitor responsável em cada um deles.


  • O coordenador da actividade deve informar os monitores das suas responsabilidades.


  • Uma vez na praia, deve ser combinado um local de reunião ou ponto de encontro com as crianças, em caso de emergência. O monitor deve certificar-se que todas as crianças o conhecem.


  • Assegurem-se de que as crianças sabem o que têm a fazer caso se percam.
    A utilização da mesma cor de roupa facilita muito a identificação de todo o grupo.
    Combinem um sinal sonoro, facilmente reconhecível, que permita ao grupo reunir-se de imediato.


  • Fazer regularmente a contagem das crianças, para verificar se nenhuma se perdeu.


  • Dentro de água, assegurem-se que as crianças estão próximas.


  • As crianças mais novas e as que não sabem nadar devem usar braçadeiras. Porém o facto de usarem este equipamento não implica negligenciar a vigilância.


  • Cada criança deve ter uma ficha clínica de registo de eventuais problemas de saúde, alergias e contacto do médico pediatra.


  • As crianças devem estar sempre identificadas,para, caso se percam rapidamente serem localizadas.
Para os pais
Asseguem-se que os monitores têm conhecimentos de primeiros socorros e que têm forma de contacto telefónico rápido em caso de emergência.
Os pais devem dar conhecimento ao coordenador das actividades de algum problema de saúde das crianças, ou outra situação específica.
Atenção à forma como são transportadas as crianças: verifiquem se são cumpridas as normas relativas ao transporte público de crianças e se é respeitada a lotação do autocarro.

E é tudo. BOAS FÉRIAS!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Fiscalização

"Um dia, o Zé, de 7 anos, foi nomeado pela professora, como prémio por ter tido as melhores notas na redacção e no ditado, para "fiscal" dos outros meninos, apontando no quadro os nomes dos que falavam ou se "portavam mal".
Os outros começaram a tomá-lo de ponta, especialmente porque um deles, o Bruno, foi "fichado" apenas por espirrar. Gerou-se uma discussão entre os alunos daquele segundo ano: "Falaste!", "Não falei, mentiroso, só espirrei!", acabando a professora por intervir e dar razão ao Zé. No intervalo, três miúdos cercaram-no e quase chegaram a vias de facto.
Infelizmente, muitos professores são os geradores de promiscuidade entre o papel dos alunos e o dos mestres. Fiscalizar os colegas em questões de comportamento, além do que tem de arbitrário, duvidoso e desconfortável para o próprio e para os outros, é não saber onde acaba a função do que ensina e a do que aprende, e inverter a posição hierárquica do docente e do discente, servindo também para criar "bufos". Mais tarde, virão as conhecidas histórias de telemóveis e coisas parecidas..."
Por Mário Cordeiro - Médico Pediatra In noticiasmagazine de 28 de Junho de 2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Escolaridade Obrigatória

"Parece que há uma proposta do governo no sentido de que a escolaridadde obrigatória passe para 12 anos, a muito breve prazo.
Em princípio, não tenho, nem poderia ter, nada a opor, embora não possa deixar de achar curiosa a iniciativa (como sabem, designamos por curiosidade uma extensa gama de fenómenos que não percebemos).
A questão da concordância de princípio é facilmente explicada: acredito que o acesso à escola, se não é panaceia universal de todos os males, é, pelo menos, uma possibilidade de diferenciação dos indivíduos, de aquisição de conhecimentos e de socialização. Por essa via, qualquer formato de escolaridade que possa dotar os jovens de mais recursos pessoais ou profissionais que os ajudem a enfrentar de forma mais plástica o mundo em que vivemos, parece uma boa ideia.
De caminho, retirar do desemprego quase 60 mil jovens entre os 16 e os 18 anos e dar emprego a mais uns milhares de professores e outro pessoal auxiliar, nos tempos que correm, parece uma opção esperta e um envestimento mais interessante que as habituais estradas, rotundas e aeroportos.
O considerando sobre a curiosidade vem de outros lados. Temos taxas de insucesso e abandono escolar preocupante a todos os níveis. Temos um ensino pré-escolar atabalhoado e insuficiente. Temos uma rede de infantários e creches públicas de bradar aos céus. Temos um ensino primário e secundário, em média, ainda pobre, ainda pejado de problemas e contratempos. Temos um ensino universitário acabadinho de ser encurtado, significativamente, com a consequência clara de ser levado a sério e cumprido à letra e, nesse sentido, estar praticamente vedado a estudantes-trabalhadores, ou ser atamancado para poder ser acessivel a todos os que, legitimamente, aspiram a concluí-lo.
Temos uma ferida aberta, e ainda longe de sarar, entre professores de todos os graus de ensino e as respectivas tutelas.
Temos, indiscutivelmente, um longo caminho a percorrer no processo educativo que já existe, para o tornar eficiente e útil para todos os intervenientes.
Ainda assim, antes de arrumarmos a casa, lançamo-nos a mais empreendimentos.
Curajoso, mas muito curioso!"
Artigo da revista CARAS de 9 de Maio, por Isabel Leal, professora de Psicologia.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Excerto do artigo “Autoridade” por Nuno Lobo Antunes (Arquivo Lux, semana de 27 de Abril)



“(...). Frequentemente assisto à falência da autoridade. Na sociedade actual, em que as mães (muitas vezes por necessidade, nem sempre por opção livre) exercem também uma profissão, é comum um complexo de culpa de alguma forma amaciado por tolerância de comportamentos que em condições normais não seriam aceites.

Tenho para mim que o exercicio da autoridade não é um privilégio ou direito dos pais, é antes um dever, uma obrigação essencial na transmissão para as gerações seguintes de valores que consideramos essenciais. A autoridade deve ser exercida em equipa. Discordâncias entre os pais quanto a determinada atitude ou reacção para com os filhos devem ser guardadas e discutidas em privado, sem o que as crianças acorrerão pressurosas a aumentar discórdia num jogo de dividir para reinar. O que o pai ou a mãe afirma como regra, o outro terá de aceitar, pelo menos até que surja novo consenso. As crianças devem ver os pais como um bloco único, não parceiros ocasionais ou transitórios, ao sabor dos interesses do momento. Claro que actualmente a escola deverá ser parte fundamental dessa equipa e o papel e a autoridade do professor, apenas questionados em circunstâncias excepcionais.

É preciso que se entenda que a autoridade dos pais, exercida com constância, coerência e sentido de proporção, é factor essencial para que a crinaça se sinta segura. Ela necessita de conhecer as regras, de ter claros os limites. Se tal não for o caso, interrogará os pais na idade adulta, e de forma inteiramente justa, por que não foram eles capazes de lhe indicar o caminho. É preciso também que se compreenda que o exercico da autoridade pressupõe a transmissão de valores. (...)”

quinta-feira, 23 de abril de 2009

“Educação: pela exigência, o mérito e o direito de escolha”

No passado dia 16 de Abril a ASPL esteve presente no Fórum “Educação: pela exigência, o mérito e o direito de escolha”, promovido pelo PSD, no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro. Aqui ficam algumas considerações dos oradores que participaram neste fórum focado na educação.

Nuno Crato (Professor de Matemática, ISEG-UTL)
Considera que a avaliação deve ser feita com seriedade. Considera que os exames em Portugal não são fiáveis uma vez que apresentam grande variabilidade de ano para ano, não sendo, por isso, comparáveis. É preciso que os exames nos digam alguma coisa. Sobre esta questão acrescenta ainda que os exames não devem vir do ME. Quanto à avaliação dos professores refere que esta deve ser feita com base nos resultados dos alunos, no acréscimo que estes trazem. Defende ainda uma organização flexível do horário escolar, que deve, no seu entender ser gerido pelas escolas. Este professor, acrescentou ainda à sua intervenção a questão da formação de professores, referindo que “os professores deveriam ensinar didáctica e didáctica moderna!”. Termina a sua comunicação dizendo que se deveria acabar com o Ministério da Educação e ter, sim, um ministério pela educação. Conclui que se devem traçar metas e avaliar os resultados.

Natividade Correia (Professora do Ensino Secundário, Coimbra)
Refere a falta de preparação por parte dos professores e dos alunos no que diz respeito à escola inclusiva e na gestão de conflitos. A avaliação dos conhecimentos deve ser feita por competências. Actualmente, 30% da avaliação dos alunos diz respeito ao saber- ser e ao saber- fazer, pelo que coloca a questão da “nota como prémio ou como punição?”.Refere que o estudo é uma coisa séria e, como tal, deve ser encarado com a seriedade que merece, sem que com isso o aluno tire o devido prazer do estudo, afirmando que “estudar não é brincar”. Defende aulas de 60 minutos e afirma ainda que os alunos têm uma carga horária exagerada. Pergunta ainda quais os saberes que devem ser considerados fundamentais uma vez que os alunos não têm tempo para cimentar conhecimentos, para pensar, para reflectir sobre o que aprendem; é preciso tempo para o treino de competências. Esta professora sugere ainda reorganização de algumas áreas curriculares.

José Manuel Canavarro (Professor Universitário, Universidade de Coimbra)
Propõe alterações de nível pedagógico e organizacional que passamos a expor:

A – A Nível Pedagógico:

**Currículo nacional – é pouco flexível; deve ser dada maior importância no Ensino Básico; sugere a exclusão áreas acessórias e maior incidência em disciplinas como o Português, a História, a Matemática e as Ciências;
**Monitorização dos alunos: abordou a dicotomia aulas de recuperação versus explicações, explicando que a medida pedagógica das aulas de recuperação tem um efeito muito reduzido no sucesso dos alunos quando comparado com explicações; funciona melhor porque o estudo é individualizado ou em pequenos grupos. Afirma que a escola deveria repensar as suas modalidades de acompanhamento do estudo.
**Defende a Orientação Vocacional, projectos carreira desde o Ensino Básico
No seguimento do tema referente aos horários escolares e do tempo que os alunos passam na escola, faz referência ao texto de Joaquim Azevedo – E24
**Famílias: sugere que os pais também devem passar tempo na escola e que é urgente recuperar tempo da família à educação, que pode ser através de Centros de Capacitação Parental/ Envolvimento Parental.
**Educação de adultos – Centros Novas Oportunidades – sugere maior proximidade com empresas, como é o exemplo da Dinamarca; menos escolarizado e mais ligado à sociedade civil.

B- A Nível Organizacional:

**Indica existir confusão no modelo de prestação de contas
**Avaliação: a favor dos exames
**Inglês a partir do 1º Ciclo
**Avaliação centrada na escola (não pela IGA) e não nos professores. Quem dirige é quem avalia, pelo que seria mais prudente um grupo externo de avaliadores.
**Rede que junte público e privado numa só rede (rede una) pois isso ajudaria a uma melhor gestão dos recursos do estado
**Parcerias públicas versus privado
**Mais comunidade local – gestão dos munícipes, as autarquias podem ajudar, exemplo disso é o projecto “Porto Futuro”. Os sistemas devem ser menos centralizados. Sugere que as escolas públicas devem procurar às privadas como fazem a sua gestão e deixa mesmo no ar a questão “porque não entregar escolas difíceis ao privado?”

Exposto o ponto de vista de cada um dos oradores, devo dizer que foi bastante produtiva a participação neste encontro. Numa atmosfera levemente conduzida pelo professor Marcelo Rebelo de Sousa, abordaram-se temas como os manuais escolares; os currículos; os exames; a avaliação (dos alunos, professores e escolas); os horários escolares e a escola como repositório de alunos; o papel das autarquias e das empresas; a educação de adultos através dos centros novas oportunidades; a orientação vocacional; o envolvimento parental; a escola inclusiva; o processo Bolonha; o ensino superior, o uso dos computadores do ensino, enfim, uma variedade de temáticas que deixaram, sem dúvida, o sentimento de que “soube a pouco”.

Apesar de concordar com muitos aspectos que foram abordados, naturalmente tenho também as minhas divergências quanto a alguns assuntos. Independentemente disso, quero apenas, mais uma vez, salvaguardar que não se consegue fazer uma “Educação: pela exigência, o mérito e o direito de escolha”, quando se deixam de lado os psicólogos, os assistentes sociais e os animadores sócio-culturais, por exemplo. Enquanto os professores estiverem convictos de que conseguem “estar em toda a parte” e “tocar sete instrumentos duma vez”, como se costuma dizer, nunca conseguirão resolver todos os problemas.

Pode visionar excertos das comunicações em http://tr.youtube.com/watch?v=4dvUCy55DWM.

Para ter acesso ao texto E24 de Joaquim Azevedo, consulte
http://terrear.blogspot.com/2009/04/e24-grande-solucao-para-educacao.html

terça-feira, 21 de abril de 2009

“Questões de Violência escolar: dimensões da problemática e caminhos de intervenção”


“Questões de Violência escolar: dimensões da problemática e caminhos de intervenção”
Seminário proferido pela Drª Aura Helena Ramos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro

Todos dizem que o rio é violento
Mas ninguém culpa as margens
Que o comprimem.
(Bretch)

Introdução
No dia 22 de Julho de 2008, assisti a um seminário organizado pelo Centro de Intervenção e Investigação Educativas, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, proferido pela Drª Aura Helena Ramos, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, em que o assunto abordado foi “questões de violência escolar: dimensões da problemática e caminhos de intervenção”.

A violência escolar é uma problemática muito debatida actualmente e, pais e professores devem ter em atenção uma primeira premissa: quando falamos da escola não devemos usar a 3ª pessoa porque a escola somos “NÓS”. Um “nós” que actua em função da construção de uma identidade.
A sociedade coloca na escola as expectativas mais favoráveis, a formação de seres humanos que devem ser preparados para uma vida social activa e construtiva. Veiga (1999, p.9) refere que a escola deve assumir a sua responsabilidade na formação da consciência moral dos jovens, quer através do tipo de conteúdos que ensina, quer através da maneira como tais conteúdos são transmitidos.

E porque surge, então, a indisciplina e a violência nas nossas escolas? Primeiro devemos clarificar o significado destes dois conceitos. Por indisciplina entende-se a transgressão das normas escolares, prejudicando as condições de aprendizagem, o ambiente de ensino ou o relacionamento das pessoas na escola. A violência é definida como o “recurso à força para atingir o outro na sua integridade física e/ou psicológica” (Veiga, 1999, p. 13) A violência deve ser entendida, então, como acto intencional de destruição do próximo e indisciplina como acto de contestação à escola.

A necessidade de afirmação perante o próximo gera um conflito e o medo de o enfrentar que resulta, por vezes, de aspectos culturais, conduz ao desejo de destruição do outro. Será necessário um reforço positivo do conflito. Vejamos, “não quero guerra, não quero conflitos” existe aqui um reforço negativo do conflito, pelo contrário, “quero paz” opta-se pela vertente positiva, pela afirmação das relações interpessoais. A escola, enquanto organização escolar, gere o currículo pela exclusão/ negação de algo, de conhecimento, de cultura, reforçando muitas vezes esta situação de violência.

Existe violência gerada dentro da escola? A escola produz violência pelo modo como se organiza e não é apenas reflexo da violência social. A avaliação escolar, por exemplo, é usada, por vezes, como instrumento de coerção e o grande problema da avaliação é esse, o modo como se operacionaliza essa avaliação. Mas, há que distinguir três formas que a violência pode assumir:
*a violência contra a escola
*a violência na escola
*a violência da escola

Segundo a Drª Aura Ramos, o desejo de destruição do outro (a violência) surge através de expressões directas ou indirectas. A expressão directa dessa violência é a agressão física e verbal. Quanto a expressões indirectas teremos presentes a violência estrutural, advinda da estrutura sócio-económica, e a violência simbólica, como o preconceito, o racismo ou a descriminação de minorias.

Mas, atenção!, a violência gerada dentro da escola não parte apenas do aluno. Poderá partir também do professor que, intencionalmente, humilha o aluno/ a turma num acto que é constantemente repetido. Perante esta humilhação e destruição permanente do outro é necessária uma intervenção. A introdução de normas/ estratégias capazes de superar determinadas situações de agressividade/ violência. Sugere-se ao professor:
- a superação da visão de senso comum sobre os direitos humanos;
- a introdução da temática dos direitos humanos na formação inicial e contínua de professores (educadores) porque a lógica da prevenção é a lógica da educação para os direitos humanos. Deve trabalhar-se a consciência de cada um para que a convivência seja construtiva;
- o estimulo da produção de materiais de apoio que favoreçam a perspectiva da educação transversal;
- a construção de ambientes escolares que respeitem e promovam os direitos humanos;
- a individualização de cada aluno, por exemplo: um aluno que se apresente sujo e sem higiene, deverá ser-lhe dado um estímulo positivo em lugar de uma reprovação. Uma das formas de incentivar sem necessitar de actos repreensivos será a realização de oficinas sobre o corpo humano ou a realização de actividades fora da escola que integrem os pais/ a família porque muitas vezes a indisciplina advém da falta de educação, de maus hábitos adquiridos em casa.

Teremos, por isso, de assumir a escola como “NOSSA”, como sendo da comunidade que a integra, uma escola que deve ser apropriada pelo aluno como sua segunda casa fazendo um bom uso dela. Entre o professor e o aluno elaborar-se-á um “contrato pedagógico” e estabelecer-se-á, portanto, uma negociação de normas de comportamento dentro da sala de aula. Normas/ regras que deverão ser cumpridas pelo aluno, desde que este as conheça e saiba o que significam.

A violência escolar deve ser denunciada, sem medo, pois a impunidade é um factor adjuvante mas, a denuncia não basta. Se como professores só denunciarmos, diz a Drª Aura Ramos, então devemos mudar de profissão! Há uma grande necessidade, nos dias que correm, de se desenvolver a parte humana do professor. O conhecimento está largamente expandido com os meios de comunicação social e a internet. Há que criar laços afectivos para se proporcionar um compromisso entre o aluno e o professor.

Bibliografia Activa:
Veiga, Feliciano H. (1999). Indisciplina e Violência na Escola: Práticas Comunicacionais para Professores e Pais. Almedina;
Bibliografia Passiva:
Candau, Vera Maria et alii. (1999). Escola e Violência. Rio de Janeiro, DP e A;
Curto, Pedro Mota (1998). A escola e a Indisciplina. Porto Editora;
Artigo elaborado pela colega Sara Sousa, professora do 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico.


terça-feira, 14 de abril de 2009

A Desordem por Défice de Atenção e Hiperactividade e os Professores
O tema que hoje propomos abordar diz respeito à Desordem por Défice de Atenção e Hiperactividade. Mais do que descrever esta desordem, pretendemos contribuir com estratégias e sugestões para lidar com alunos que padecem deste défice. Iremos descrever, sucintamente, traços/ características que ajudam a identificar estes alunos para que o professor possa estar atento/ alerta e sinalizá-los devidamente. A intervenção de um professor sensato e compreensivo pode permitir que um aluno deste tipo tire o máximo partido das suas capacidades e competências.
Artigo escrito em colaboração com a colega Liliana Fernandes, professora do 1º Ciclo do Ensino Básico.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Ortorexia ou Ortorexia Nervosa

As Doenças do Comportamento Alimentar são comuns em todo o mundo, sobretudo em países desenvolvidos onde determinados padrões de beleza estão instalados. A pressão constante da sociedade sobre o “culto” do corpo fez emergir o número de indivíduos com perturbações alimentares, sendo que a sua prevalência se encontra na população adolescente, cujos comportamentos e perturbações alimentares continuam a ser o espelho das suas inquietações e conflitos psicológicos. Desta forma, é importante que os pais e os professores estejam atentos a alguns sinais ou sintomas de alerta e, é neste sentido, que nos propomos falar de Ortorexia.

Ortorexia deriva das palavras gregas orthos que significa correcto e orexis, apetite, tendo sido descrita pela primeira vez em 1997, pelo médico americano Steve Bratman que a caracterizou pela obsessão de ingestão de alimentos saudáveis.

Embora ainda não seja reconhecida como uma doença pela Organização Mundial de Saúde, a ortorexia tem vindo a ser motivo de debate entre os especialistas em comportamento alimentar.
A Ortorexia é um distúrbio alimentar ainda pouco conhecido e há quem considere até que classificá-la como doença pode estigmatizar as pessoas que se preocupam com uma alimentação saudável.

A consciência da necessidade de uma alimentação saudável é compreensível, e desejável, no entanto, deixa de o ser quando se torna o único objectivo de vida, ou seja, quando a busca por uma alimentação saudável se transforma numa obsessão.

Os ortoréxicos não medem esforços para comprar seus alimentos: percorrem longas distâncias e pagam valores muito superiores ao dos alimentos comuns. Dedicam grande parte do seu tempo a planear, comprar e a preparar as refeições. Preparam as ementas com muita antecedência e esquematizam escrupulosamente tudo e as horas a que irão comer. Preocupam-se excessivamente com o processo de confecção dos alimentos bem como com os materiais que constituem os utensílios de cozinha. Excluem da sua alimentação a carne, as gorduras, os ovos, os doces, e os alimentos onde foram adicionados aditivos e pesticidas, por os considerarem prejudiciais à saúde. Muitas vezes preferem passar fome a ingerir alimentos “impuros”. Além disso, recusam-se a comer em restaurantes e em casa de familiares e/ou amigos com medo dos pratos que serão servidos não se adequarem à sua dieta.

Ao contrário de outras doenças de comportamento alimentar, como a bulimia (ingestão compulsiva de alimentos seguida de vómito forçado) e a anorexia nervosa (recusa dos alimentos com o objectivo de perder peso), em que o doente tem uma preocupação com o controlo de peso, ou seja, com a quantidade de alimentos ingeridos, na ortorexia a grande preocupação é a qualidade dos alimentos. O ortoréxico, ao contrário do anoréxico, não está preocupado com o excesso de peso, nem tem uma percepção errada do seu aspecto físico; a sua obsessão centra-se em manter uma dieta equilibrada e sã, de tal modo que esta se converte num estilo de vida. A ortorexia não recusa, mas selecciona, ao extremo, os alimentos.

Os ortoréxicos desenvolvem as suas próprias regras alimentares, cada vez mais rígidas e específicas, de tal forma que se sentem culpados quando não as cumprem ou castigam-se com uma alimentação ainda mais rígida quando cometem um deslize, o que aponta para o carácter obsessivo - compulsivo do seu comportamento.

À conta de um regime alimentar muito rígido a pessoa começa a prejudicar a sua qualidade de vida e até os seus relacionamentos sociais, pois a sua retracção faz com que restrinja as suas amizades a pessoas que seguem o mesmo tipo de alimentação.

A Ortorexia pode ainda acarretar graves prejuízos à saúde, como anemia e carência vitamínica, caso o ortoréxico não substitua os alimentos que evita consumir por outros que lhe ofereçam o mesmo complemento nutricional.

A identificação dos sintomas de ortorexia pode fazer-se a partir do Teste de Bratman:
Passa mais do que 3 horas por dia a pensar na sua dieta?
Planeia as suas refeições com vários dias de antecedência?
Para si o valor nutricional dos alimentos é mais importante do que o prazer de os comer?
A sua qualidade de vida degradou-se quando melhorou a sua qualidade alimentar?
Nos últimos tempos tornou-se mais exigente consigo próprio?
A sua auto-estima fica reforçada por comer saudável?
Deixou de comer alimentos de que gostava para apenas comer alimentos “saudáveis”?
Considera que comer fora de casa é um problema e isso afasta-o da família e amigos?
Sente-se culpado quando sai do regime?
Sente-se em paz consigo e acredita que tudo está sob controlo quando come saudável?
Se respondeu afirmativamente entre 4 e 5 perguntas significa que é necessário relaxar mais um pouco no que respeita à alimentação. Se respondeu afirmativamente a todas as questões significa que tem uma obsessão pela alimentação saudável.
Tal como em muitos outros aspectos da alimentação, a chave é a moderação. É recomendável que se tenha uma preocupação com a alimentação, mas sem excessos.

Mais informação:
http://www.orthorexia.com/

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Oferta de Workshops para Professores


“A imagem como ferramenta educativa no ensino das Ciências Sociais e Humanas”
“Portefólio – Avaliar competências”

“Diferenciação de Estratégias de Ensino”


Consulte o Programa detalhado e preencha a Ficha de Pré-Inscrição.